POKÉMON GO EXIGE ATENÇÃO REDOBRADA DE SHOPPINGS E CENTROS COMERCIAIS COM A SEGURANÇA

Em: 9/8/2016

O aplicativo para celular, que se tornou febre em todo o mundo imediatamente após o seu lançamento, acaba de chegar ao Brasil.

O Pokémon Go, jogo que recorre à tecnologia da “realidade aumentada” [augmented reality (AR)], através da qual um ambiente do mundo real é modificado por computador, já espalha seus monstrinhos pelas cidades, para que sejam “localizados” e “capturados” apenas através das telas dos smartphones.

Centenas e centenas de pessoas já caminham pelas ruas, parques, shoppings e centros comerciais do país, ávidos por encontrar as mais diversas “espécies” de Pokémons.

E as oportunidades dessa nova “tendência comportamental” não passaram despercebidas, principalmente por aqueles que atuam no comércio varejista.

Inúmeros são os acasos noticiados pela grande mídia de estabelecimentos comerciais solicitando aos administradores do aplicativo (Niantic) a instalação de “Pokestops” e “Ginásios” (locais onde os jogadores podem adquirir itens necessários para o desenrolar do game e onde podem batalhar com outros jogadores, respectivamente) como modo de “capturar” pretensos consumidores.

As equipes de Marketing dos principais Shoppings do Brasil, por exemplo, têm se valido da presença dos Pokémons nos seus estabelecimentos para, através de inserções publicitárias – principalmente nas redes sociais – atrair o publico, ampliar o fluxo de pessoas e, assim, viabilizar incremento nas vendas.

Mas, como se diz, todo bônus tem seu ônus!

Também são muitas as notícias – que só aumentam, dia após dia – de incidentes e acidentes em decorrência do jogo.

Diversos são os registros de pessoas sendo furtadas ou assaltadas enquanto estão distraídos jogando o Pokémon Go pelas ruas, assim como acidentes – muitas vezes graves – quando a atenção do jogador à tela do celular o impede de visualizar obstáculos, tais como batentes, desníveis, degraus e escadas.

É nesse contexto que se exige atenção, redobrada, dos shoppings e estabelecimentos comerciais com a segurança dos seus frequentadores e, principalmente, desse novo público-consumidor-alvo, qual seja, os caçadores de Pokémons.

É certo que as pessoas têm o dever de bem cuidar dos seus pertences e estar “atentas por onde andam”.

Existem julgados nos mais altos Tribunais do País excluindo a responsabilidade de centros comerciais, por exemplo, pela queda de cliente em seu interior decorrente da falta de atenção do próprio frequentador, que não viu obstáculo devidamente sinalizado.

Ou mesmo julgados – esses mais raros – excluindo a responsabilidade desses mesmos centros diante de roubo realizado em seu interior, por considera-lo ato ilícito praticado por terceiro, de modo rápido e repentino e que, em tese, não poderia ser evitado pelo centro comercial.

Todavia, essas hipóteses não devem ser aplicadas aos caçadores de Pokémons que dispensam parte de seu tempo a caçar monstros virtuais no interior de shoppings e afins!

Em que pese ser bastante recente o lançamento do App, é público e notório que seus usuários jogadores necessitam de atenção às telas dos seus celulares, o que os colocam, de pronto, numa condição de maior vulnerabilidade (seja a ações maliciosas e criminosas de terceiros, seja aos obstáculos do ambiente físico).

Ao atrair esse novo publico-consumidor-alvo para seus estabelecimentos, através de massivas ações de marketing, atraem os shoppings e centros comerciais, para si, a responsabilidade pela total segurança desse mesmo público.

Desta forma é que o Pokémon Go exige dos shoppings e centros comerciais atenção redobrada para as questões de segurança.

Orienta-se, portanto, que tal qual o Marketing vem trabalhando, as equipes de Operações atuem, atentamente, para evitar intercorrências no interior dos shoppings.

Necessário que se amplie a vigilância em áreas externas e de estacionamento, a fim de evitar roubos e atropelamentos; essencial que se posicionem orientadores de Mall, em frente a escadas, escadas rolantes e elevadores, evitando-se, assim, quedas graves; fundamental, por fim, que todas essas áreas de risco não apenas restem monitoradas, mas estejam muito bem sinalizadas, garantindo-se o conforto e a segurança daqueles que, a guisa de capturar monstrinhos, já foram “capturados” por serem consumidores em potencial.


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